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LUTO

LUTO
Eu luto todos os dias
E estou de luto a cada dia
pela intolerância humana, pela violência que invade os meus sonhos
de ver a insanidade de uma "humanidade" que mata pelo prazer e desprazer de não considerar as diferenças de crença, de cultura, de idéias, de opções de seus pares
Se somos todos iguais diante e conforme a Constituição dos "Direitos Humanos" porque atitudes como o desrespeito a vida em casos como a repressão ditatorial de governos fascistas, de atentados terroristas como o 11 de Setembro, ao Charlie Hebdo, aos ataques em Paris... a ação do narcotráfico no Mexico, nas favelas do Rio de Janeiro, de São Paulo, nos guetos de Los Angeles, do genocídio na Africa, na Síria... da incompreensão na Faixa de Gaza repleta de gazes e sangue !
Me entristeço e me envergonho com expressões virtuais racistas, homofóbicas, religiosas e comportamentais num mundo cada vez mais intolerante com a opção do livre arbítrio e da diversificação
Porque devemos todos rezar uma mesma cartilha ? Quem disse que ser bonito é ser igual em pleno seculo XXI ?
Cada dia mais luto e me enluto por esse ser chamado "humano
"...

HUMANOS
POR SER DE PEDRA
O CORAÇÃO NAO SENTE
POR NÃO ESTAR ATENTO
O OUVIDO NÃO OUVE
POR ESTAREM FECHADOS
OS OLHOS NÃO VÊEM
SEM FALAR
A BOCA SE CALA
POR NÃO PENSAR
A MENTE SE FAZ ESTÁTICA…
ATÉ QUANDO SEREMOS ROCHA ?
ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS A DOR ?
ATÉ QUANDO SEREMOS SURDOS, CEGOS E MUDOS ?
ATÉ QUANDO TEREMOS ÍDOLOS ?
ATÉ QUANDO FAREMOS MARTÍRES ?
ATÉ QUANDO ?…

este poema eu escrevi em meados dos anos 80, e parece que desde aquela época até hoje só fizemos uma "Volta ao Passado" cada vez mais retrógrado e insano...

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Penso que os dias são belos quando conseguimos viver um dia inteiro Tento fazer de um instante um momento que se transforme num acontecimento Tenho pra mim que o presente é o meu futuro mais urgente Sinto uma tristeza imensa quando vivencio muitas alegrias Porquê não somos tudo isso, porquê não somos só isso Somos um pouco mais e um pouco menos do que podemos ser E aí o meu riso  o meu choro se confundem na sua cama Na sua calma e na sua pressa de definir as coisas na necessidade de dizer que é isso ou aquilo Toda a certeza dos meus dias se confundem na incerteza dos meus sonhos Tudo pode ser um vir a ser quando pensamos que ainda nem somos Que nem fomos o que podemos ter...

Te amo !

quando amanheço quando acontece quando eu consigo dormir quando eu me perco ao te encontrar quando anoiteço quando eu te vejo quando eu te esqueço quando eu tomo café quando vejo suas marcas ao acordar quando estou bêbado quando eu me esqueço quando vejo seus olhos tristes quando estou lúcido quando ouço seu riso frouxo quando viajo pro além quando não tenho pra quem ligar quando estou sem ninguém quando estou nas nuvens quando estou no meio da multidão quando piso no palco quando fico triste quando ouço vozes na escuridão quando ilumino meu ser na imensidão quando não consigo te encontrar Te amo assim sem  ser e sem estar Te amo na sala de jantar embaixo do sofá no momento em que não está naquilo que não há há de haver há de ser e não será Te amo em qualquer lugar...