Pular para o conteúdo principal

Reflexões de um Começo de Ano na Faixa

No fim do ano enfiamos o pé na jaca
comemoramos... brindamos até cair...
extravasamos os nossos demônios
renovamos nossa esperança
em dias melhores
em emagrecer
em ficar mais bonito
em trocar de marido ou esposa
de voltar o tempo
de rejuvenescer e não ver a vida te judiar
No fim de ano esquecemos que somos o que somos e não tem mais jeito de não ser

No fim do ano a gente morre de ilusão e alegria
pra que no primeiro dia do ano
a gente renasça das cinzas
tal qual fênix
alçando vôo em busca de um novo vir a ser...

sem perder o brilho
sem perder a graça
sem deixar o riso esquecido no passado
afinal os dias não param e a gente continua
sempre...

Melhor quebrar o braço do que perder o abraço
Menor o prejuízo de quebrar o braço do que quebrar a firma !

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O existir pode ser mais longo que desistir

Penso que os dias são belos quando conseguimos viver um dia inteiro Tento fazer de um instante um momento que se transforme num acontecimento Tenho pra mim que o presente é o meu futuro mais urgente Sinto uma tristeza imensa quando vivencio muitas alegrias Porquê não somos tudo isso, porquê não somos só isso Somos um pouco mais e um pouco menos do que podemos ser E aí o meu riso  o meu choro se confundem na sua cama Na sua calma e na sua pressa de definir as coisas na necessidade de dizer que é isso ou aquilo Toda a certeza dos meus dias se confundem na incerteza dos meus sonhos Tudo pode ser um vir a ser quando pensamos que ainda nem somos Que nem fomos o que podemos ter...

Te amo !

quando amanheço quando acontece quando eu consigo dormir quando eu me perco ao te encontrar quando anoiteço quando eu te vejo quando eu te esqueço quando eu tomo café quando vejo suas marcas ao acordar quando estou bêbado quando eu me esqueço quando vejo seus olhos tristes quando estou lúcido quando ouço seu riso frouxo quando viajo pro além quando não tenho pra quem ligar quando estou sem ninguém quando estou nas nuvens quando estou no meio da multidão quando piso no palco quando fico triste quando ouço vozes na escuridão quando ilumino meu ser na imensidão quando não consigo te encontrar Te amo assim sem  ser e sem estar Te amo na sala de jantar embaixo do sofá no momento em que não está naquilo que não há há de haver há de ser e não será Te amo em qualquer lugar...